Hoje vamos apresentar a história do Confrade Getúlio Rosa dos Reis, 75 anos, de Teresina/PI, que foi contada na primeira edição do Boletim Brasileiro deste ano na coluna Exemplos que Arrastam.
Vicentino desde junho de 1974, seu Getúlio entrou na SSVP sem saber o que era e, inicialmente ia às reuniões porque não conseguia dizer não aos convites. “Eu estava na Catedral de Teresina, que sempre ia, e vi uns jovens se reunindo na igreja e aí veio um e me convidou pra que eu participasse da reunião. Eu não tinha nada a fazer, a missa havia terminado e eu estava ali sentado só. E aí eu digo, rapaz, não tem outra opção, eu vou participar da reunião. Aí, eles me convidaram para o próximo domingo. Eu não quis dizer não, mas aceitei o convite. E aí eles já me convidaram pra fazer a leitura do próximo domingo. E eu digo, rapaz, tá danado, como é que eu vou me livrar desse pessoal?”, lembra.
O amor de seu Getúlio pela SSVP não demorou muito a acontecer. “Comecei a participar das visitas às pessoas necessitadas. Aí foi que eu fui tomando conhecimento da dimensão que era a SSVP, porque até então, até a terceira reunião da Conferência, ali não mexeu comigo. Quando que mexeu? Na primeira visita, porque inclusive essa visita era uma pessoa muito carente e ela morava num lugar tão complicado, era um morro tão alto que se tivesse chovendo, ninguém subia e não conseguia descer. E daí eu não desisti mais, e estou até hoje”, conta.
E seu Getúlio foi se envolvendo cada vez mais na SSVP, assumiu encargos em Conferências, no Conselho Particular São João Evangelista, no Conselho Central Nossa Senhora das Dores e presidiu o Conselho Metropolitano de Teresina. Ele ajudou, como fiel e vicentino, a construiu a paróquia Nossa Senhora de Nazaré, que frequenta há 24 anos, participou da Conferência São Nicolau e hoje frequenta a Conferência é São Pio de Pietracina, que tem como uma das fundadoras a sua esposa, Consócia Regina Maria da Penha Costa Reis.
Mas de todas as ações dedicadas do seu Getúlio, as que mais chamam atenção foram tomadas enquanto ele era presidente do Conselho Central, na década de 1990. Ele resolveu descentralizar as atividades, indo realmente ao encontro com a base da SSVP. “Pegamos a ‘mania’ de realizar os eventos fora da sede. Nós íamos para uma cidade que tivesse Conferência e, um Conselho Particular e até outros Centrais. “ E as festas eram grandes. Por exemplo, para a gente ir a Caxias tinha que usar cinco ônibus. Fora as pessoas que iam de carro. A gente fazia isso na Festa de Ozanam, nas Regulamentares, de Nossa Senhora da Conceição, dos falecidos. Nós éramos mais de 500 pessoas”, recorda.
Além das festas, a turma do seu Getúlio ainda reuniu a juventude para apresentar peças de teatro, que também viajavam pela região.
O objetivo dessa descentralização era muito simples: mostrar para os próprios vicentinos e para a comunidade o quão grande é a SSVP. “Era só para mostrar, por aí afora, a dimensão da Sociedade. Às vezes só o presidente do Central e outros poucos diretores vão nas cidades. Desse jeito não, os vicentinos das Conferências viam quanta gente erámos. E como convida todo mundo, outras pessoas que assistem lá, criam interesse de participar. E foi assim que a SSVP cresceu no Piauí”, explica.
O retiro espiritual do Conselho Central Nossa Senhora das Dores também mudou muito em sua gestão. Ganhou vida e passou de um dia para um final de semana. “Ele tomou um impulso. Nós chegamos a reunir até 170 pessoas”, conta.
Hoje ele lamenta a diminuição de Conferências. “Meu maior desejo é que aumente o número de Conferências. As pessoas estão acomodadas, os jovens não estão aceitando o convite. É muito difícil e nós sabemos que o jovem é que é o futuro, né? Se a Conferência envelhecer e não tem jovem pra continuar o trabalho, aí o negócio desanda. Não é verdade?”, finaliza ele, na certeza de novos impulsos serão dados dentro da SSVP e que novos Getúlios, que, como ele e o da edição do ano passado, amam e propagam a Sociedade irão aparecer.
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