O início de um novo ano sempre traz consigo o desejo de recomeçar, de assumir novos compromissos e de buscar um propósito mais profundo. Para muitos simpatizantes da SSVP, que já participam de atividades, convivem com vicentinos ou conhecem a missão da Sociedade, este pode ser o momento ideal para dar um passo além: descobrir-se chamado a viver o carisma vicentino.
Fundada em 1833 pelo Bem-aventurado Frederico Ozanam e seus companheiros, a SSVP é uma vocação laical na Igreja, um caminho de santificação por meio da caridade. Como recorda a Regra da Sociedade de São Vicente de Paulo, a vocação dos membros é “seguir Jesus Cristo servindo àqueles que precisam”.
Ser vicentino não é realizar ações pontuais de solidariedade. É assumir um compromisso espiritual, comunitário e permanente com os Pobres, reconhecendo neles a presença viva de Cristo.
Para inspirar aqueles que sentem esse chamado, reunimos histórias de novos vicentinos que decidiram dizer “sim” e hoje testemunham a alegria de servir.
Cássia Maria Rocha Freitas, 61 anos, é da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Montes Claros/MG, e ingressou na Conferência Santo Inácio de Loyola em setembro de 2025 .
Ela conheceu a SSVP por meio de uma cliente, Cássia confecciona terços, rosários e chaveiros. Convidada para participar de uma reunião vicentina, aceitou prontamente. “Durante a reunião procurei ter uma participação mais ativa possível através de perguntas, questionando como funciona”, recorda.
O que mais a impactou foi o carisma vicentino: “A sede em ir ao encontro dos mais necessitados com intenção de ajudar o próximo de alguma forma”.
Uma das experiências que mais a marcou aconteceu em uma visita a uma casa de longa permanência, quando conheceu uma senhora que, mesmo tendo filhos em boa condição financeira, preferiu permanecer ali para “não dar trabalho”. Cássia relata que ficou comovida, mas buscou manter uma postura discreta, compreendendo a situação com respeito.
Sua decisão de se tornar vicentina nasceu de um questionamento interior: “Qual será a minha missão de alma? Trabalhar, estudar? O que mais eu poderia fazer para contribuir de maneira voluntária?” Ao recordar o Evangelho de Mateus (25, 35-36), compreendeu que servir aos necessitados é servir ao próprio Cristo. “Então, me identifiquei com os Vicentinos”, conclui.
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Gustavo Luna, 23 anos, atua na Conferência São Geraldo Magela, em Ipaba/MG. Ingressou em setembro de 2024 e foi proclamado em março de 2025.
Desde pequeno, conhecia a SSVP por meio da paróquia e da família. Seus avós foram vicentinos. O que sempre o encantou foi a dedicação aos mais necessitados. “Sabemos que os vicentinos têm fama de serem ‘pidões’, mas desde pequeno eu achei esse trabalho muito bonito”, afirma.
O convite de um amigo, cuja conferência enfrentava dificuldades para continuar, foi decisivo. “Eu estava sentindo falta dessa vivência em comunidade. Com isso, me veio essa vontade de visitar a conferência, e estou até hoje.”
Para Gustavo, tornar-se vicentino foi uma resposta concreta ao desejo de uma Igreja voltada aos Pobres. “A cada dia que aprendo mais sobre a Sociedade, fico mais apaixonado.”
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Com apenas 14 anos, Pedro Henrique Sousa Lopes participa da Conferência São João Gabriel Perboyre há nove meses.
Conheceu a SSVP por meio de uma amiga. O que mais o marcou foi “a união dos membros”. Movido pela curiosidade e pelo desejo de se aproximar de Deus, deu seus primeiros passos. “Os primeiros dias foram de adaptação, mas depois peguei costume com os membros e as situações”, conta. O que o ajudou a se sentir acolhido foi “a recepção e carisma dos membros”.
Para ele, viver a vocação vicentina significa “vivenciar o amor de Deus nas pequenas coisas”.
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Aos 28 anos, a consócia Cristina Vanezi atua no Conselho Central de Paracatu/MG e está na SSVP há quase dois anos.
Conheceu a Sociedade por meio de um confrade em um esporte que praticavam juntos. O que mais chamou sua atenção foi “a forma simples e fraterna de assistência, sem barreiras ou formalidades excessivas. Na SSVP, o pobre não é um número ou um cadastro, mas um irmão”.
Em sua primeira visita, conheceu Yasmim, uma menina tímida que sofria bullying na escola. Cristina se aproximou com delicadeza, sentou-se ao seu lado e escutou sua história. A confiança construída naquele encontro marcou profundamente sua caminhada. “Ali entendi que, mais do que levar algo material, levamos presença, escuta e amor.”
Vinícius Leandro, 22 anos, conheceu a SSVP pela família e pelo testemunho dos vicentinos de sua comunidade.
Apesar de já ter sido convidado anteriormente, sentia que precisava de maior formação sobre São Vicente de Paulo e Ozanam. Após mudar-se para Salinas e participar de uma palestra sobre Santa Luísa de Marillac, despertou nele o desejo de “deixar-me guiar também pelo carisma”.
Ao encontrar uma conferência próxima de sua casa, foi acolhido com fraternidade. Participar da formação e aprofundar-se na espiritualidade vicentina fortaleceram sua decisão.




Camilla Rodrigues Fachin, 21 anos, participa da Conferência Santa Luíza de Marillac, em Olímpia/SP.
Sua história é marcada por uma busca interior. Após experiências em outras instituições, percebeu que desejava viver a caridade “em nome de Deus”. Lembrou-se dos Vicentinos por meio de um professor e decidiu procurar mais informações.
Participou da primeira reunião em março de 2025 e foi proclamada em dezembro do mesmo ano. Hoje, reconhece que a SSVP uniu caridade e espiritualidade de forma concreta em sua vida.
Para aqueles que desejam iniciar essa caminhada, o primeiro passo é procurar a Conferência vicentina mais próxima de sua paróquia ou comunidade. As Conferências se reúnem regularmente — normalmente uma vez por semana ou, ao menos, quinzenalmente — em espírito de oração, fraternidade e ação.
O interessado pode participar de algumas reuniões para conhecer melhor a missão, a espiritualidade e o funcionamento da Sociedade. Esse período de aproximação permite compreender que a vivência vicentina é uma vocação comunitária, sustentada pela oração e pelo serviço direto aos Pobres. Após esse tempo de discernimento e acolhida pela Conferência, inicia-se o caminho formativo até a proclamação como membro.
A Sociedade de São Vicente de Paulo está aberta a todos os que desejam viver sua fé por meio da caridade concreta. Mais do que uma inscrição, trata-se de uma resposta pessoal a um chamado: seguir Jesus Cristo, servindo-O na pessoa dos que mais necessitam.
As histórias de Cássia, Gustavo, Pedro, Cristina, Vinícius e Camilla mostram que o chamado vicentino nasce de diferentes caminhos: de um convite simples, de uma inquietação interior, de um testemunho familiar ou de uma experiência marcante de visita. Em comum, todos encontraram na SSVP um espaço de fraternidade, oração, formação e serviço aos Pobres.
Se você já participa de atividades, acompanha reuniões ou conhece vicentinos, talvez este seja o momento de dar um passo além. Procure a Conferência mais próxima de sua paróquia, participe das reuniões e permita-se descobrir se Deus o chama a viver essa vocação.
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