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Transparência: por que prestar contas é caridade?

Para o 1º Vice-Presidente do CNB, Jean de Morais Araújo, ética e transparência são princípios fundamentais da SSVP e expressão concreta do amor aos Pobres

Escrito por Redação SSVP

27 FEV 2026 - 09H00 (Atualizada em 27 FEV 2026 - 16H37)

Prestar contas também é caridade. A afirmação, simples e direta, traduz uma compreensão profunda da missão da SSVP: a caridade não se limita à ajuda material, mas envolve responsabilidade, ética e fidelidade à Regra.

O entrevistado desta matéria, Jean de Morais Araújo, 1º Vice-Presidente do Conselho Nacional do Brasil (CNB) e membro da Conferência Santo Antônio, de Governador Valadares/MG, reforça que ética e transparência devem ser dois objetivos a serem perseguidos o tempo todo na gestão dos recursos financeiros da SSVP.

Esses dois temas podem ser classificados como princípios fundamentais da SSVP. Tanto que estão claramente expostos no maior documento que existe na Organização: a Regra.

Embora estejam muito ligados às questões de recursos financeiros e patrimônio, ética e transparência são características que devem nortear nosso comportamento em todos os campos da vida.

Ética e transparência nas relações pessoais e institucionais

Segundo Jean, esses princípios precisam estar presentes:

nas relações interpessoais:

  • nas relações interpessoais;
  • como ideal de vida;
  • com as famílias assistidas (os Pobres);
  • com a sociedade civil em geral (especialmente, com voluntários, doadores e benfeitores);
  • com os próprios membros (com os companheiros de caminhada, Confrades e Consócias).

Nas relações institucionais:

  • na governança da própria SSVP (cumprimento das normas, primordialmente);
  • com a Igreja.

A SSVP como um todo tem um compromisso especial com a moralidade e a transparência, já que, muitas vezes, gerencia a aplicação de recursos públicos, sendo essa a fonte de grande prestígio perante bens que não são delas.

As Unidades Vicentinas e suas Unidades Auxiliares também assumem essa responsabilidade, pois frequentemente administram recursos públicos, o que exige zelo redobrado e postura irrepreensível junto a pessoas físicas e jurídicas.

Jean observa que o crescente ceticismo da opinião pública com relação à conduta de pessoas que administram bens que não são delas próprias é um fenômeno mundial. Contudo, esse cenário pode aumentar ou diminuir se as instituições derem respostas rápidas e eficientes a possíveis desvios, dependendo da atitude de confiança e cooperação no cumprimento de normas éticas no seio de sua organização.

Para a realização das finalidades institucionais da SSVP, inclui-se o permanente zelo com a conduta dos membros — vicentinos, Confrades e Consócias, dirigentes inscritos em seus quadros — bem como voluntários, funcionários, colaboradores, prestadores de serviço, parceiros, fornecedores e terceirizados, entre outros.

O que dizem as normas?

A orientação está claramente expressa na Regra – Edição 2023 (com alterações de 2025) .

No Artigo 3.14, que trata do uso do dinheiro e dos bens no serviço aos Pobres, a Regra afirma que os Vicentinos não devem esquecer nunca que fazer de seu amor, de suas capacidades e de seu tempo uma dádiva é mais importante que a dádiva em dinheiro. No entanto, a Sociedade consagra meios financeiros e materiais para aliviar as dificuldades dos que estão em necessidade.

Na gestão dos fundos da Sociedade, são necessários grande cuidado e extrema prudência, e ainda uma especial generosidade. A acumulação de dinheiro é contrária à tradição vicentina.

A Regra também estabelece que as decisões quanto ao emprego dos fundos e dos bens são tomadas colegialmente, depois de madura reflexão, à luz do Evangelho e dos princípios vicentinos. São prestadas contas de todas as quantias recebidas e gastas. A Sociedade não deve destinar os seus fundos a outras associações, salvo, ocasionalmente, a outros ramos da Família Vicentina ou em casos muito excepcionais.

Já o Regulamento no Brasil demonstra grande preocupação com os princípios fundamentais da ética, da moralidade, da transparência na administração de recursos financeiros, da organização administrativa interna e da democracia como base de nossas decisões e ações .

O Artigo 5º é claro: a SSVP assume o compromisso da busca da ética como ideal da conduta humana, bem como orientar e exigir o mais alto grau de comprometimento e responsabilidade de seus Associados (Confrades e Consócias), voluntários e empregados quanto à lisura e transparência na condução de suas atividades.

O parágrafo único determina que caberá ao Conselho Nacional do Brasil manter um “Código de Conduta Ética do Vicentino e da Administração da SSVP”, para delinear a cultura e as políticas organizacionais que deverão ser adotadas por todas as Unidades Vicentinas e seus membros, estabelecendo preceitos éticos e honestos e padronizando condutas e procedimentos, reduzindo a subjetividade das interpretações pessoais sobre princípios morais.

Mas, na prática, o que fazer?

Para Jean, o primeiro passo é simples e essencial: conhecer e seguir a Regra ajuda a ter menos problemas para dirigir e administrar as unidades vicentinas.

Então:

  • a movimentação financeira deve ser apresentada em toda reunião (leitura do caixa);
  • os tesoureiros devem provar que os recursos das unidades vicentinas existem e estão disponíveis a qualquer tempo;
  • os mapas (mensais e anuais) devem ser entregues em dia;
  • as contribuições financeiras da décima e da duocentésima e meia devem ser feitas;
  • o patrimônio deve ser cuidado e administrado com organização e profissionalismo.

Quando se fala em ética e transparência na gestão de recursos financeiros, fala-se, principalmente, nos Presidentes e Tesoureiros.

Portanto:

  • precisam adotar práticas claras e objetivas de serem CUMPRIDORES de suas obrigações;
  • não podem ser tolerantes com erros nessa área.

Então:

  • os erros devem ser corrigidos imediatamente (um atraso no pagamento da décima, por exemplo);
  • eventuais situações de crimes devem ser denunciadas (um funcionário ou vicentino que fez empréstimo em nome de um morador de um lar de idosos);
  • cumprir a legislação civil, quando for o caso;
  • pedir ajuda e/ou orientação.

Entender o básico e fazer o simples, sem necessidade de coisas grandiosas e complexas.

Caridade que se expressa na responsabilidade

Ao final, fica claro que “fazer caridade” não é apenas distribuir cestas básicas, prover as famílias de remédios e outros itens de saúde, doar um bem material. É tudo muito mais amplo.

A caridade vicentina também se manifesta na forma como cuidamos dos recursos que nos são confiados, na fidelidade às normas, na organização administrativa e na transparência com os Pobres, com os benfeitores e com a sociedade.

Prestar contas é, portanto, um ato de respeito, de justiça e de amor. É caridade vivida com verdade.

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