A campanha Setembro Amarelo marca o mês mundial de prevenção do suicídio e ecoa a importância da mobilização e do engajamento social para esse assunto, que já foi um grande tabu. Dialogar sobre o tema abre uma porta para que pessoas em sofrimento ou em profundo desespero pensem na possibilidade de buscar ajuda. É também um momento para alertar familiares e amigos dessas pessoas sobre a importância do acompanhamento de um profissional capacitado, identificar os serviços adequados e orientar para que possam buscar ajuda qualificada.
Fala recorrente sobre morte, suicídio ou sentimentos de querer desaparecer; expressões frequentes de desesperança, tristeza profunda ou sensação de inutilidade; mudança repentina de comportamento, como retraimento social ou isolamento; perda de interesse em atividades que antes traziam prazer; alteração nos padrões de sono ou alimentação — são sinais que devem acender um alerta para a atenção e o cuidado com pessoas que estão, muitas vezes, ao nosso redor.
O suicídio já é considerado um problema de saúde pública, com impactos na sociedade em geral. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem em razão do suicídio do que de HIV, malária ou câncer de mama — ou até mesmo em guerras e homicídios.
É muito importante evitar o julgamento e os moralismos que a sociedade muitas vezes nos impõe. Devemos cuidar com o máximo respeito, amor e compreensão. É preciso ter empatia com quem está sofrendo, fazê-lo sentir que não está sozinho e dar suporte no sentido de apoiar ações de valorização da vida.
Como membros da Família Vicentina, buscamos o exemplo de São Vicente de Paulo, que foi capaz de ouvir o sofrimento existencial de um homem enfermo, abrindo os ouvidos e o coração para escutar efetiva e afetivamente o próximo. Por isso, precisamos estar cada vez mais próximos uns dos outros. Nada substitui o encontro pessoal.
A primeira medida preventiva é a educação. Por muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu, havia medo de abordar o assunto. Atualmente, com o sucesso da campanha Setembro Amarelo, essa barreira vem sendo derrubada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas tenham acesso a recursos de prevenção.
Setembro é um mês simbólico que representa a necessidade de, juntos, criarmos formas de tocar nesse tema. A prevenção, o estado de alerta, a observação e as intervenções devem ser contínuos. Cuidar da saúde mental é urgente e exige que valorizemos cada vez mais a vida — porque, se tem vida, tem jeito!
Ada Ferreira e Ingrid Teixeira Reis
Psicólogas e membros da equipe gestora da Rede de Afeto
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