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Exemplos que Arrastam: Quando a fé sustenta e a Conferência se torna família

Conheça o pequeno grande milagre vivido por Mariana Ives Freitas Portes, da Conferência Santo Antônio, de Governador Valadares/MG

Escrito por Marina Prado

11 ABR 2026 - 09H00

Este “Exemplos que Arrastam” tem personagem em dose dupla e apresenta um novo capítulo da história de uma Conferência e de uma família conhecidas: a família Ives, da Conferência Santo Antônio, de Governador Valadares/MG. Já falamos aqui sobre o pequeno João, um menino cheio de amor pela SSVP. Agora, é a vez de conhecer o pequeno grande milagre vivido por sua mãe, a Consócia Mariana Ives Freitas Portes, por sua irmãzinha Ivy, de apenas sete meses, e por toda a Conferência. É impossível não se emocionar com essa história de fé, amor e pertença.

Mariana conheceu a SSVP por meio de um convite para a Conferência Santa Clara, em Governador Valadares. Protestante à época, ela passou a conviver com os vicentinos e se sentiu profundamente acolhida. Em 2006, deu seu “SIM”. “Eu fui vendo o pessoal alegre, risonho. Na verdade, eu acho que eu não me tornei vicentina. Eles que me escolheram”, recorda.

Em 2013, chegou à Conferência o jovem Daniel e eles se apaixonaram. Casaram-se em 2018 e da união nasceu João, de quatro anos, e a família passou a integrar a Conferência Santo Antônio. Em 18 de dezembro de 2024, Mariana descobriu uma nova gravidez. O casal decidiu esperar o nascimento saber o sexo do bebê, mas cedeu aos apelos das mães e descobriu, com 20 semanas, que seria uma menina: Ivy, o sonho de toda a família.

O sonho, porém, foi colocado à prova. Com 25 semanas de gestação, ao acordar, Mariana percebeu algo diferente. Foi à missa e sua bolsa estourou. Assustada, foi internada, com muitos pensamentos na cabeça, mas um se destacava: “seja feita a vontade de Deus, ainda que doa”. Devido à prematuridade de Ivy, Mariana foi transferida de avião para Belo Horizonte, onde veio o diagnóstico: Ivy estava bem, mas a mãe precisaria permanecer em repouso absoluto, sem sair do quarto.

Começava ali uma intensa jornada de fé, vivida por Mariana, sua família e toda a Conferência. “Eu sou extremamente ansiosa. Quando contamos a gravidade para todos, fui tomada por uma paz que não sei explicar”, relata. Internada, ela se apegou à fé e aos terços da Divina Providência e Mariano rezados diariamente. “Ganhei água benta e passava todo dia na barriga. Era tudo por ela, passei até comer o que não gosto”, lembra.

Mariana estava longe de casa, sem a família, pois Daniel precisava trabalhar e cuidar de João, em Governador Valadares. Para tentar amenizar a saudade, os membros da Conferência decidiram se fazer presentes. O então presidente, Confrade Willerson Soares Cândido, conta que o grupo passou a rezar o tradicional terço que antecede todas as reuniões em intenção da mãe e da bebê, além de manter contato constante, por chamada de vídeos, fotos e até visitas. “Pode parecer amizade, mas é mais que isso. É o poder de uma família. Nossa Conferência virou uma família”, afirma.

Mariana partilha esse sentimento. “Os vicentinos são minha família. Cuidaram de mim de longe e de perto e cuidaram da minha família que ficou em casa. Mesmo internada, fiz questão de votar na eleição da Conferência. O Willerson foi ao hospital levar as cédulas. Foi emocionante.”

E a fé transformou a história. Ivy nasceu no dia 17 de julho de 2025, com 30 semanas, porém saudável. Mariana recebeu alta no dia 25 e, de volta a Governador Valadares, apresentou a filha à família vicentina em um momento especial: a Missa das Cinco Intenções pelos 97 anos da Conferência, em 1º de novembro. “Cheguei com ela nos braços e foi uma festa. Depois, fomos à reunião da Conferência e também foi marcante. Tudo que a gente passou, com tanta oração que a gente recebeu. É só gratidão mesmo. Gratidão a Deus sempre”, conta.

Para Willerson, receber Ivy na Conferência foi a concretização de um milagre. “É a família vicentina completa, agora com ela nos braços e com o João ao lado.”

Com a família reunida, surgiu um novo desafio: a transferência de Daniel para Espera Feliz, a cerca de 300 km. “Mudamos em dezembro, mas sei que minha família vicentina continua comigo. A distância não muda esse amor. A Conferência Santo Antônio é e sempre será minha família”, conclui Mariana.

A história de Mariana, de Ivy e da Conferência Santo Antônio é um testemunho de perseverança, fé, amizade e do verdadeiro sentido de ser família, mesmo sem laços de sangue. Que este exemplo nos inspire a valorizar os afetos que transformam vidas.



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Por Marina Prado, em Notícias

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