Na manhã de Páscoa, a SSVP Brasil apresenta uma reflexão especial do diácono Elias Pereira da Silva, assessor espiritual do Conselho Central de Ipatinga/MG. À luz da Ressurreição de Cristo, o autor convida vicentinos e toda a sociedade a redescobrirem a esperança como fundamento da fé e motor da caridade.
Partindo da realidade concreta das famílias assistidas, o texto evidencia que a esperança cristã não é passiva, mas se traduz em presença, escuta e ação transformadora. Em sintonia com o carisma vicentino, a reflexão reforça que é no serviço aos Pobres que a Ressurreição se torna viva e concreta no mundo.
A manhã do Domingo de Ressurreição não é apenas o encerramento de uma semana de reflexões; é o ponto de partida de toda a nossa missão. Para nós, membros da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP), a Páscoa é o combustível que renova a nossa capacidade de enxergar a vida onde muitos veem apenas escassez.
Se a Sexta-feira Santa representa a dor e o sofrimento que tantas famílias assistidas por nós enfrentam diariamente — a fome, o desemprego e a solidão —, o Domingo de Páscoa é a resposta definitiva de Deus. A pedra removida do sepulcro nos ensina que nenhuma situação de vulnerabilidade é imutável.
A fé na Ressurreição é o que nos permite entrar nos lares mais humildes com um sorriso que não é ingênuo, mas fundamentado na certeza de que a vida sempre vence.
Muitas vezes, somos questionados: “Como os vicentinos conseguem manter o entusiasmo diante de realidades tão duras?” A resposta reside na virtude teologal da esperança. Diferente do simples otimismo, a esperança cristã é ativa. Ela é o motor que:
Para o assistido, a visita vicentina é, por vezes, o único sinal visível de que o mundo não o esqueceu. Quando levamos o mantimento, levamos também a prova concreta de que a esperança de dias melhores é real.
“ “Nossa caridade deve ser o fogo que aquece e a luz que ilumina.””
São Vicente de Paulo
Nesta Páscoa, somos convidados a ressuscitar com Cristo! Que a alegria do Cristo vivo não fique restrita aos nossos templos, mas transborde para as nossas reuniões de Conferência e para os nossos Atos de Caridade.
Que cada vicentino possa ser um “anjo da pedra removida” na vida dos nossos Mestres e Senhores, os pobres, ajudando-os a retirar os fardos pesados e a enxergar o horizonte de dignidade que a fé nos proporciona.
Nossa fé se sustenta na ressurreição de Cristo! Nossa vida cristã é alicerçada na vida que vence a morte, no dia que sucede a noite. Enquanto vicentinos e vicentinas, somos chamados a testemunhar essa ressurreição de Jesus em nossas atitudes de amor e atenção ao próximo, sobretudo aos menos favorecidos. Alegre-se, grite, sorria, cante e anuncie que Cristo ressuscitou, aleluia! Por que choras? Enxugue suas lágrimas e anuncie o Senhor com palavras e atitudes! Com a ressurreição de Cristo, renasce a nossa vontade de servir.
A exemplo do Beato Frederico Ozanam, tenhamos coragem! Não olhemos para trás:
““A caridade nunca deve olhar para trás, mas sempre para a frente, porque o número de seus benefícios passados é sempre muito pequeno, e as misérias presentes e futuras que deve aliviar são infinitas.””
Beato Frederico Ozanam
Que nós, vicentinos, pela intercessão de São Vicente de Paulo, do Beato Frederico Ozanam e de Nossa Senhora Aparecida, repitamos sempre o gesto do serviço, alicerçados no Cristo Ressuscitado, lavando os pés de todos, especialmente dos nossos Mestres e Senhores!
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