Há datas que carregam um significado a mais. Para os vicentinos ligados a Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Região 5 da SSVP Brasil, o dia 16 de julho é uma delas. Além de marcar a festa da Santa do Escapulário, a data é também o aniversário de fundação do Conselho Central (CC) Nossa Senhora do Carmo, em Brasília/DF: instituído em 16 de julho de 1998, o Conselho completa neste ano 28 anos de história ao lado da padroeira que lhe dá nome.
"Tanto a Conferência quanto o Conselho Central receberam esse nome por estarem inseridos em uma área paroquial cuja padroeira é Nossa Senhora do Carmo. Além disso, os vicentinos sempre carregaram em seus corações uma profunda devoção mariana, especialmente à espiritualidade carmelita", explica Domingos Sávio Lopes de Almeida, presidente do CCl. A Conferência que deu origem ao Conselho foi fundada em 27 de setembro de 1980 e soma hoje 45 anos de atividade.
A mesma padroeira também dá identidade à Conferência Nossa Senhora do Carmo, no Conselho Particular (CP) de Senador Firmino/MG, na Região 5. "O nome foi escolhido em homenagem a Nossa Senhora do Carmo, padroeira da comunidade, por representar a fé, a proteção e o exemplo de serviço a Deus e ao próximo", conta Lucimaris Dias Ricardo Caneschi, vice-presidente da Conferência, que leva o nome da santa desde sua fundação.
A Região 5 reúne os Conselhos Metropolitanos (CM') de Anápolis/GO, Brasília/DF, Goiânia/GO, Patos de Minas/MG e Uberaba/MG, e é uma das cinco regiões da SSVP Brasil consagradas, cada uma, a uma invocação mariana.
A origem da devoção remonta ao século XIII, quando os carmelitas viviam no Monte Carmelo, seguindo os passos do profeta Elias. Em meio às dificuldades da época, São Simão Stock recebeu uma visão de Maria entregando-lhe o escapulário, símbolo de proteção e sinal de que aqueles que o usassem estariam sob sua guarda materna. A cena ganhou ainda mais força em 13 de outubro de 1917, durante a última aparição de Fátima, quando Nossa Senhora do Carmo surgiu com o escapulário nas mãos.
Para Domingos, ter Nossa Senhora do Carmo como padroeira "significa estar sempre sob sua proteção, sua intercessão e as promessas ligadas ao uso do Santo Escapulário". Lucimaris resume de forma semelhante: "Ter Nossa Senhora como padroeira é caminhar confiando em sua intercessão. Ela nos inspira a viver a humildade, a caridade e a perseverança no serviço aos Pobres."
Nas duas unidades, a devoção mariana atravessa a rotina. Na Conferência de Senador Firmino, ela está presente "nas reuniões, nas orações, na participação das celebrações da comunidade e na confiança constante em sua intercessão", segundo Lucimaris, que destaca ainda a novena e a Festa de Nossa Senhora do Carmo como momentos altos do calendário.
Em Brasília, a festa da padroeira é ocasião em que muitos vicentinos recebem, pelas mãos de um sacerdote, a imposição do Santo Escapulário, renovando a devoção mariana, celebração que coincide com o aniversário do CC. Domingos acrescenta que, nos momentos de maior desânimo entre os membros, "a recitação do Santo Rosário e do Ofício de Nossa Senhora renova nossas forças e fortalece a missão de forma extraordinária".
Os dois veem na vida de Maria uma inspiração direta para o trabalho junto às famílias assistidas. "Maria é uma inspiração permanente para a caridade. Desde o seu 'sim' a Deus, anunciado pelo Anjo Gabriel, até toda a sua vida terrena, ela nos ensina que o verdadeiro serviço nasce de um 'sim' sincero e generoso à vontade de Deus", afirma Domingos, para quem a firmeza de Maria diante do Calvário é motivação para o vicentino perseverar mesmo diante das dificuldades.
Para Lucimaris, o exemplo de Maria orienta a própria forma de acolher: "Procuramos levar não apenas ajuda material, mas também esperança, escuta, oração e palavras de conforto." Ela lembra ainda que, apesar dos desafios enfrentados ao longo da caminhada, a Conferência sempre sentiu a proteção de Nossa Senhora, "que fortalece nossa fé e nos dá coragem para continuar servindo".
O Santo Escapulário aparece nos dois relatos como um sinal concreto da fé vicentina. Em Brasília, Domingos observa que o gesto costuma ser recebido com respeito, mesmo por quem não professa nenhuma religião: "O Santo Escapulário e outros sinais marianos de devoção que trazemos conosco despertam respeito e acolhimento" nos lugares mais difíceis que a Conferência visita.
Já a Conferência de Senador Firmino guarda na memória a experiência de ter recebido uma imagem peregrina de Nossa Senhora, "um momento de muita oração, união e renovação da fé", segundo Lucimaris. Em Brasília, a Conferência ainda não teve essa oportunidade, mas conta com a imagem de Nossa Senhora presente em seus encontros, ao lado do uso do Escapulário pelos membros.
As duas unidades também guardam relatos de graças atribuídas à intercessão da padroeira. Domingos lembra que, nos momentos mais difíceis, "nunca nos faltaram os recursos necessários para servir aos pobres". Lucimaris conta que "muitos membros relatam graças alcançadas, proteção em momentos difíceis e fortalecimento da fé por meio da intercessão de Nossa Senhora do Carmo".
Convidados a resumir o que Nossa Senhora do Carmo representa hoje para suas unidades, os dois escolheram frases que se completam. "Nossa Senhora representa um porto seguro, refúgio e proteção para todos os membros da Conferência", diz Domingos, que sintetiza a inspiração deixada pela padroeira em uma frase: "Guardai tudo no coração."
Para Lucimaris, "Nossa Senhora é mãe, protetora e exemplo de fé. Ela nos conduz até Jesus e fortalece nossa missão de servir." E resume: "Com Maria aprendemos que servir com amor e humildade é o caminho para chegar a Jesus."
Neste 16 de julho, a Santa do Escapulário segue inspirando, do Distrito Federal a Minas Gerais, vicentinos que fazem da proteção materna de Maria um estímulo para servir aos Pobres com humildade e perseverança.
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