Ter contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em atraso pode gerar consequências significativas para trabalhadores de todo o país. A falta de regularização compromete o acesso à aposentadoria, ao auxílio-doença, ao salário-maternidade e a outros benefícios previdenciários, além de impactar diretamente a contagem do tempo de contribuição e a manutenção da qualidade de segurado.
A situação atinge especialmente contribuintes individuais, microempreendedores individuais (MEIs), facultativos e trabalhadores informais. Por isso, compreender como lidar corretamente com o INSS atrasado é essencial para evitar prejuízos futuros e o indeferimento de benefícios.
As contribuições pagas fora do prazo, por meio da Guia da Previdência Social (GPS), são consideradas em atraso. Esse tipo de pendência pode afetar diretamente:
A possibilidade de regularização depende do tipo de contribuinte:
Contribuinte individual (autônomo ou prestador de serviço)
Pode regularizar contribuições atrasadas sem autorização prévia, desde que tenha exercido atividade remunerada no período correspondente. Para atrasos superiores a cinco anos, é exigida a comprovação da atividade, como recibos, notas fiscais ou declarações profissionais.
Microempreendedor Individual (MEI)
Pode emitir e pagar guias retroativas desde o início do CNPJ. Para períodos anteriores, é possível recolher como contribuinte individual, desde que haja comprovação da atividade exercida.
Contribuinte facultativo
Não pode pagar contribuições em atraso. Caso deixe de recolher, o período não será contabilizado.
Empregador doméstico
Pode regularizar atrasos utilizando guias próprias, desde que comprove a efetiva prestação de serviço do empregado.
A regularização das contribuições em atraso pode garantir direitos importantes, como:
Efetuar pagamentos sem a devida análise pode gerar prejuízos irreversíveis. Entre os principais riscos estão:
Especialistas alertam que o pagamento de contribuições em atraso deve ser feito somente após orientação técnica. Em determinadas situações, pode ser mais vantajoso buscar a regularização por meio de recursos administrativos ou revisões, especialmente quando há contestação do vínculo pelo INSS.
Pagamentos realizados de forma equivocada, além de não produzirem o efeito esperado, não são reembolsados, o que pode representar prejuízo financeiro ao contribuinte.
Entre os problemas mais recorrentes estão:
Diante desses cenários, a orientação técnica se mostra fundamental para evitar pagamentos sem garantia de reconhecimento.
Quem pretende requerer auxílio-doença, salário-maternidade ou outro benefício previdenciário e possui contribuições em atraso deve observar dois pontos essenciais:
o período precisa estar devidamente comprovado com exercício de atividade;
é necessário estar dentro do prazo legal de carência ou manutenção da qualidade de segurado.
Caso contrário, a análise administrativa ou a perícia médica podem resultar no indeferimento do pedido por ausência de contribuição válida.
Resolver pendências de contribuições atrasadas junto ao INSS é um passo indispensável para assegurar direitos previdenciários e evitar perdas futuras. Informação correta, planejamento e orientação especializada são fundamentais para que o tempo pago seja efetivamente reconhecido e convertido em proteção social.
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