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Congregação da Missão encerra Jubileu de 400 anos

Indulgência Plenária concedida pela Santa Sé aos missionários vicentinos, aos membros da Família Vicentina e a todos os fiéis desde 17 de abril de 2024 até hoje

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Escrito por Marina Prado

17 ABR 2026 - 09H00

Hoje é a data que marca o encerramento do Jubileu do Quarto Centenário da fundação da Congregação da Missão (1625-2025). O Jubileu do 4º Centenário teve como lema “revestir-nos do Espírito do Senhor Jesus” e buscou reavivar a chama da missão e da caridade. Por ocasião do 400o aniversário da fundação da Congregação, a Santa Sé concedeu a Indulgência Plenária, sujeita às condições habituais, (Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e oração pela intenção do Sumo Pontífice) aos missionários vicentinos, aos membros da Família Vicentina e a todos os fiéis desde 17 de abril de 2024 até hoje, 17 de abril de 2026.

Para marcar o término do Jubileu, Superior Geral da Congregação da Missão, padre Tomaž Mavrič, escreveu uma carta de agradecimento e orientações. “Com profunda gratidão ao Senhor, chegamos ao fim do Jubileu do Quarto Centenário da fundação da Congregação da Missão. Foi um tempo de louvor, memória viva e renovação da nossa espiritualidade e carisma, envolvendo as nossas comunidades em todo o mundo em oração, celebrações, reflexões e ações concretas de serviço aos pobres. O encerramento do Jubileu não é o fim de uma experiência, mas o início de uma nova era de fidelidade criativa.”

No documento, Padre Tomaž ainda ressalta a importância do Quarto Centenário da Congregação da Missão. “(...) nos recordou de onde viemos, das graças que recebemos e das responsabilidades que somos chamados a assumir no mundo de hoje. A nossa gratidão transforma-se agora num compromisso: voltar às nossas origens, servir com humildade, evangelizar com ousadia, amar os pobres com o coração de Jesus!”, escreveu.

Ele seguiu: “Concluímos o Jubileu do Quarto Centenário, mas não fechamos o livro da nossa história: simplesmente viramos uma página. A próxima página já está pronta: 2026. Há quatrocentos anos, em 24 de abril de 1626, o Arcebispo de Paris, Jean-François de Gondi, aprovou a Congregação da Missão, e em 4 de setembro do mesmo ano, perante um notário, os três primeiros companheiros assinaram o ato de filiação à nascente Congregação: Antoine Portail, François du Coudray e John de La Salle. Nesse mesmo dia e perante o mesmo notário, São Vicente de Paulo assinou a renúncia à sua herança paterna. Se 1625 foi o início da Congregação, 1626 foi a confirmação eclesial que lhe deu estabilidade, identidade e missão. Portanto, o fim do Jubileu torna-se imediatamente um convite a continuar, com renovada gratidão, seguindo os passos do nosso Fundador.”

Padre Tomaž também deu uma diretriz aos membros do mundo todo: “Espero que cada Província, Vice-Província, Região e Missão Internacional, mesmo aquelas que já celebraram o encerramento do quarto centenário da fundação em outra data, organize um momento de celebração em 17 de abril de 2026: uma oração de ação de graças pelo dom da espiritualidade e do carisma vicentino, um simples ato de caridade para com os pobres da região, um momento de partilha fraterna e uma reflexão sobre o Ano Jubilar”, pede.

Fundação

Para São Vicente, o início da Congregação foi o sermão proferido em Folleville em 25 de janeiro de 1617. Na época, ele tinha 36/37 anos, era tutor dos filhos de Philippe Emmanuel de Gondi e diretor espiritual de sua esposa, Françoise Marguerite de Silly. Em 1617, em companhia da Sra. De Gondi, em visita às suas terras, São Vicente chegou à aldeia de Folleville, onde a família tinha um castelo. Nesta ocasião, ele foi chamado pela família de um homem doente na aldeia de Gannes, perto de Folleville, e ali descobriu a triste situação moral e espiritual do pobre povo do campo na França. Iluminado por Deus e encorajado por Françoise, ele fez um sermão na igreja de Folleville sobre a necessidade da confissão geral. Era o dia 25 de janeiro de 1617 e sua pregação teve um grande efeito de modo que todos os habitantes da aldeia quiseram se confessar. Foi necessário pedir aos padres jesuítas de Amiens que viessem em socorro. Naquele dia, o São Vicente teve a inspiração divina que determinou sua vida e o início da Congregação da Missão.

Outro fato que influenciou a vocação de São Vicente e, consequentemente, o futuro da Congregação da Missão. Ele deixou a casa de Monsieur de Gondi e foi para a aldeia de Châtillon-les-Dombes, onde Deus lhe mostrou a miséria material do povo pobre do campo. Se, em Folleville, Deus lhe mostrou a miséria espiritual dos camponeses, em Châtillon Ele lhe mostrou a face humana da miséria. Em resposta a esse desafio, ele fundou a primeira Confraria da Caridade, hoje, Associação Internacional de Caridade.

Entre os anos de 1618 e 1625, São Vicente retornou à casa do Sr. De Gondi, pregou várias missões nos domínios de seus patrões. A Sra. De Gondi queria tornar permanentes as missões em suas terras e sonhava com uma fundação destinada a pregar missões periodicamente em suas propriedades. Para esse fim, destinou uma soma de 16 mil libras. Seu projeto foi apresentado pela primeira vez aos jesuítas e oratorianos, que o rejeitaram. Finalmente, ela propôs ao capelão, São Vicente, a fundação de uma comunidade de padres para pregar missões em suas terras. Vicente demorou para se decidir e foi convencido por seu confessor, André Duval.

Em 17 de abril de 1625, era, então, assinado o contrato entre Felipe-Manuel de Gondy, sua esposa Francisca Margarita de Silly e São Vicente para a fundação de uma Companhia de Missionários. Nascia ali a Congregação da Missão, com objetivo de evangelizar as pessoas pobres dos campos, especialmente nas propriedades da família De Gondi.

Os missionários foram se espalhando pelo mundo e a Congregação da Missão chegou ao Brasil com a vinda de missionários portugueses em 1819 e posteriormente franceses (a partir de 1850), que se estabeleceram em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O trabalho destes missionários deu origem à Província Brasileira da Congregação da Missão. Em 1903, missionários poloneses chegaram ao Sul do Brasil, gerando a Província Sul. Missionários holandeses estabeleceram-se no Norte/Nordeste do país, onde foi criada a Província de Fortaleza. Hoje a Congregação da Missão está presente no país através destas três províncias.

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Por Marina Prado, em Assessoria Espiritual

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