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Encontro Nacional da Família Vicentina reúne ramos para discutir estratégias conjuntas

Evento realizado em Fortaleza contou com momentos de espiritualidade, aprendizado e debates sobre os desafios atuais de evangelizar e servir os Pobres

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Escrito por Marina Prado

17 JUN 2026 - 09H00

De 04 a 07 de junho foi realizado, em Fortaleza/CE, o XVIII Encontro Nacional da Familia Vicentina do Brasil (FAMVIN), com a participação de 70 participantes de 15 ramos da Família. O tema do evento foi "Crescendo juntos na caridade, fortalecidos na missão vicentina" e o lema, "Abrasar os corações para fazer o que fez o Filho de Deus". O CNB foi representando pela 2ª Vice-presidente, Maria Margarete Santos, a Margô, e pelo Coordenador de Departamento Missionário, Thiago Alvim.

O encontro foi iniciado com a celebração de Corpus Christi, presidida pelo Pe. Junior Silva, em representação ao Provincial Pe. Jânio, da CM Fortaleza. O tradicional tapete foi confeccionado com 45 toalhas de banho decoradas com fotos e imagens marcantes dos ramos da familia vicentina, como gesto de partilha e amor e serão distribuídas aos irmãos mais vulneráveis da cidade de Fortaleza.

Na sessão de abertura, Catarina Érika Morais Lima, coordenadora de comunicação da Família Vicentina Latino-americana (FAVILA), fez uma síntese do X Encontro Continental e apresentou a atual composição do Conselho.

Na sequenecia, Irmã Neriuza Franco, FC, conduziu a reflexão sobre o tema do encontro , guiando os participantes a tomar consciência que são depositários do carisma e devemos crescer em unidade e fraternidade. Ela finalizou sua com a música “Família Vicentina Abrasa os Corações”, de autoria Willian Alves, Coordenador Nacional de Ecafo.

Linhas de ação

Adotando uma pedagogica do VER / DISCERNIR / AGIR / CELEBRAR foram realizados os paineis para construção das Linhas de Ação da Família Vicentina do Brasil.

O momento do VER a Iluminação sobre “Realidades e contextos” foi realizado pelo Pe. Agnaldo Aparecido de Paula, CM, apresentando as diversas formas de pobrezas no mundo e no Brasil nas quais os vicentinos são chamados a trabalhar.

O Padre Guihermo Campuzano, CM, do Escritório da Família Vicentina Internacional, orientou o momento de DISCERNIR, com indicacações sobre os Desafios oportunidades e linhas de ações globais da “FAMVIN – convocatória de Roma 2024”, convidando os participantes a encarnar uma nova maneira de ser. Ele recordou que “sempre estamos presentes, ainda que não sejamos vistos”, e que, se permanecemos ao longo do tempo, é porque devemos ter a capacidade de nos adaptar às novas realidades, sem nos apegar a estruturas rígidas de nossas comunidades de fé e de serviço.

Com a Iluminação “Cuidar do Ecossistema Vicentino”, o Pe. Guilhermo Campuzano, CM, conduziu as reflexões sobre o AGIR que se nutre entrelaçando tecidos: o relacional; o espiritual; o profético-missionário e o estrutural. Ele destacou que os vicentinos são chamados a renovar nossas estruturas e estilos missionários em sinodalidade, a partir da lógica do nascer de novo. Os participantes realizaram debates e construiram as linhas de ação da Familia Vicentina do Brasil baseadas nos quatro tecidos, em sintonia com aquelas definidas para a Familia Vicentina Latino-americana.

Segundo a Coordenadora do Conselho Nacional da FAMVIN, Márcia Morechi, estas linhas de ação para o Brasil serão orientadoras para as ações concretas que deverão ser desenvolvidas em toda a regiões brasileiras com base nas suas necessidades e realidades específicas.

Na sequencia, foi realizada uma apresentação sobre os trabalhos da Aliança da Familia Vicentina para os Sem-Teto (FHC) e o sinhogarismo, ou seja, a condição ou ao fenômeno social em que uma pessoa carece de moradia fixa, segura e adequada, no contexto mundial.

Foram realizadas explanações sobre as experiências do projeto 13 Casas no Brasil. A Coordenadora do Conselho Nacional da FAMVIN, Márcia Morechi, falou sobre o Projeto 13 Casas promovido pela SSVP; o Projeto 13 Casas da Regional Sul foi explanado por Rosane Maria Rontschky; o Projeto Sepetiba e Projeto Refugiados foram explicados pela Irmã Rizomar Bonfim Figueiredo, FC, e o Projeto de Atendimento aos Imigrantes/Sem-Teto em Alagoas, pela Irmã Maria Rosali, Casa Ranquines. Márcia explicou que todas as experiências têm a mesma finalidade, porém seguem metodologias diferentes, e servem de inspiração para novas iniciativas. “O Projeto 13 Casas segue sendo uma prioridade para a Família Vicentina e deverá ser ampliado”, contou.

Suerllen Oliveira, da JMV, apresentou o Plano de Comunicação a o site da FAVIBRA que está em teste, como importante ferramenta para sistematizar todas as experiências, disponibilizar materiais de formação e divulgar os principais eventos da Familia Vicentina.

Foram realizados ainda debates sobre a distribuição e organização territorial da FAVIBRA para animar, comunicar e articular todas as ações no território brasileiro, que passou a se consituir nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

No encerramento do encontro foi o momento de CELEBRAR com a Santa Missa. Todos os participantes foram enviados para a missão, para abrasara os corações e ser luz da esperança para nossos irmãos.

Balanço

O Presidente do Conselho Metropolitano de Ouro Preto/MG, Elton Gomes de Freitas, saiu entusiasmado do evento. “Pra mim foi ótimo, só conhecia três Ramos da Família Vicentina e pude conhecer os demais. Esse foi meu primeiro encontro e aprendi. Para mim o melhor foi conhecer mais sobre nossa família, fazer novas amizades”, conta. Após voltar do Encontro, Elton entrou em ação: “já coloquei um representante do Conselho Metropolitano para conversar e manter contato com a Família Vicentina. Quero que ele fique próximo para trazer mais conhecimento para nossa área. É uma nova parceria que só fortalece a Sociedade de São Vicente de Paulo”, define.

A 2ª Vice-presidente do CNB, Margô, destacou que o Encontro foi uma oportunidade de renovar a vocação e se reencantar com o carisma e missionariedade de São Vicente de Paulo. “Tivemos a oportunidade de refletir o nosso chamado, pois vimos que o carisma se espalha por meio de diferentes grupos de leigos, religiosos e sacerdotes. Vimos que não estamos sozinhos o trabalho junto aos Pobres. Cada vicentino é chamado a ser um sinal vivo da caridade de Cristo. Trabalhou-se muito a reflexão sobre a vivência da nossa vocação vicentina: "Se o CARISMA VICENTINO não estiver encarnado em cada um de nós, ele não existe": E isso nos leva a renovar diariamente nosso compromisso de viver a espiritualidade vicentina, lembrando que o carisma só permanece vivo quando é encarnado em cada coração disposto a servir. O carisma não existe isoladamente nas estruturas, nos Conselhos ou nas Conferências; ele existe nas pessoas que o assumem e o testemunham. Somos nós que damos rosto, voz e mãos à missão vicentina. Saímos do Encontro com a reflexão: O carisma vicentino está realmente presente em minha vida? Ele se manifesta em minha forma de servir, de acolher, de amar e de enxergar Cristo nos Pobres?”

Márcia destacou a importância do Encontro Nacional. “Foi um momento muito especial, porque foi foi possível fazer uma reflexão sobre a nossa realidade atual e também pensar em novas formas de agir. Ficou a certeza de que a gente pode, unidos em família Vicentina, ser mais forte e conseguir impactar mais as nossas ações nos territórios. Então, o evento foi especial no sentido que fortaleceu a unidade e a integração dentre os diversos ramos da Família Vicentina”, ressaltou.

A Coordenadora Nacional da FAMVIN ainda agradeceu a presença de todos os integrantes dos ramos da Família Vicentina e aos participantes. “A presença de cada um abrilhantou ainda mais o nosso evento. Tenho também que agradecer muito à Regional de Fortaleza (integrado pela AMM, CM. SSVP, FC, AIC, Filhas de Maria, Servas da Caridade), nas pessoas de José Claudio (AMM) e pe. Silvio (CM), por todo apoio na organização do evento e pelo oferecimento de atividades culturais que proporcionaram momentos especiais de convivência e integração. Sem eles o evento certamente não teria tanto brilho”, concluiu.



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