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Por SSVP Em CCA - Conferência de Crianças e Adolescentes Atualizada em 28 ABR 2025 - 13H22

História da CCA no Brasil

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A participação de crianças e adolescentes na Sociedade de São Vicente de Paulo não constitui novidade. Ela acontece desde os primeiros tempos de nossa Sociedade, como evidencia o Presidente Geral Adolph Baudon na Circular de 1° de novembro de 1851, quando já falava das “Seções de Confrades Aspirantes” e das “Conferências dos Colégios”, estabelecidas nos educandários franceses da época, como dois meios importantes para atrair a mocidade para o seio da SSVP.

Já naquela época, existia a preocupação de um ambiente adequado ao desenvolvimento de novos Confrades e Consócias à formação de novas Conferências, como mostram as palavras do próprio Presidente-Geral Baudon:

“As Conferências de Colégios começam a espalhar-se entre nós e devem, segundo parecem, torna-se mais numerosas ainda. É fácil entreter com elas relações de boa amizade, trocar relatórios, assistir as suas assembleias gerais e convocá-las, em retribuições, para as das Conferências; estas relações levarão, naturalmente, os alunos, quando deixarem os seus colégios, a procurar Conferências da cidade onde residirem. As Conferências de Colégios são seguros viveiros para a Sociedade e convém aproveitar esta seiva vigorosa que todos os anos elas nos podem trazer”.

No Brasil, as CCAs começaram com as mãos dos pais levando seus filhos para as reuniões. Por falta de um ambiente com linguagem e atividades próprias para crianças e adolescentes, os membros das Conferências começaram a desdobrar, naturalmente, as Conferências colocando seus filhos e sobrinhos em outra sala para realizar as reuniões. Essas conferências adotavam o nome de “aspirantes”. Proveniente do desdobramento da Conferência São Gonçalo, nasceu a Conferência de São Luís Gonzaga, fundada no dia 06 de janeiro de 1929, agregada em 21 de abril de 1932, considerada a primeira Conferência de CCA no Brasil, que funciona até os dias de hoje, em Amarantina, distrito de Ouro Preto/MG. Vinculada ao Conselho Particular de Amarantina, área do Conselho Central de Ouro Preto CM de Ouro Preto.

Entretanto, muitas destas Conferências, apesar dos ótimos trabalhos prestados à SSVP e aos Pobres, tiveram algumas dificuldades porque não possuíam uma orientação para o trabalho com as crianças e adolescentes dessa faixa etária ou mesmo porque não se preocupavam em direcionar a formação dos mesmos para um aproveitamento futuro, permitindo que as crianças e adolescentes destas Conferências pudessem cumprir o seu papel na SSVP.

Por volta dos anos 90, apareceu o termo de “Conferências Mirins” e os responsáveis por essas Conferências iniciaram um movimento visando construir um modelo único de funcionamento para as mesmas, como um primeiro passo para o posterior reconhecimento das mesmas dentro da estrutura da SSVP do Brasil. Foram realizados diversos encontros, visitas mútuas e trocas de experiências entre as Conferências.

Uma das alterações mais significativas, foi a MUDANÇA DO NOME, por algumas razões: as crianças e adolescentes entendiam que a palavra “Mirim” era pejorativa e, alertados por lideranças internacionais, por ter raiz indígena brasileira, não faria sentido em outras nações, quando a ideia se expandisse. Resultaram então na apresentação de uma proposta de regulamentação das Conferências compostas por crianças e adolescentes. Assim surge como “Manual de Orientação para as Conferências de Crianças e Adolescentes (CCA)”.

O Conselho Nacional do Brasil, ciente da importância deste trabalho e da necessidade de formação de novos membros, viabilizou a regulamentação e normatização das Conferências de Crianças e Adolescentes.



No dia 23 de fevereiro de 2001 o Confrade Wiler José Lima, Presidente do Conselho Nacional do Brasil, publica a Resolução nº3/2001 regulamentando as Conferências de Crianças e Adolescentes no Brasil. Considerando a necessidade de normatizar as atividades desempenhadas pelas crianças e adolescentes. Considerando o grande número, de Conferências já em funcionamento, foi aprovado o “Documento de Orientação para as Conferências de Crianças e Adolescentes”.

Foi, então, editado o 1º “Manual de Orientação para as Conferências de Crianças e Adolescentes” em julho de 2001, que estabeleceu o modelo de funcionamento dessas Conferências, tendo como objetivo principal a formação de novos Vicentinos e a renovação das Conferências de Adultos. Esse modelo foi consolidado com a inserção, na nova Regra da SSVP no Brasil em 15/03/2007, de uma seção dedicada às Conferências de Crianças e Adolescentes. O modelo de funcionamento adotado para as Conferências de Crianças e Adolescentes do Brasil é um resgate histórico do modelo de funcionamento das “Conferências de Colégio” que floresceram na França nos primeiros anos da SSVP. O principal objetivo é dar uma formação básica inicial aos novos vicentinos, preparando-os para ingressar nas Conferências de Adultos.

Confrade Wiler José Lima, Presidente do Conselho Nacional do Brasil forma a Comissão Nacional para Regulamentação das Conferências de Crianças e Adolescentes: Cfd. Jaques Nunes de Freitas do CNB, Cfd. Júlio Cesar Marques de Lima do CM de BH, Cfd. Hebert Lever José do Couto do CM de Brasília, Cfd. José Geraldo Ferreira da Silva do CM de Juiz de Fora, Cfd. Carlos Roberto Batista do CM de Juiz de Fora.

A Coordenação Nacional das Conferências de Crianças e Adolescentes no Brasil teve início no ano 2001.

Presidente CNBCoordenador (a)Ano
Wiler José LimaComissão para regulamentar a CCA1997 a 2001
Carlos Henrique David (Kaíke) Jaques Nunes de Freitas2001 a 2005
Nelson Antônio de Souza Júlio Cesar Marques de Lima2005 a 2009
Maria Geralda Fereira (Ada)Josiane Campos Chaves Guiducci2009 a 2013
Emília Fernandes Figueiró JerônimoAndreza Siméia Bersi2013 a 2017
Cristian Reis da LuzMaria do Céu da Silva Galvão2017 a 2022
Marcio José da SilvaMaria Aparecida Peteck Alencar09/01/2022


Atividades da CCA organizadas pela Coordenação da CCA do CNB.

Gestão do Cfd. Carlos Henrique David (kaíke) de 2001 a 2005

Na Plenária do CNB realizada em Teresina, é apresentado o anteprojeto do “Manual de Orientação para as Conferências de Crianças e Adolescentes (CCA)”.





O Cfd. Kaike (Carlos Henrique David) assume a presidência do CNB (2001 a 2005), e indica o Cfd. Jaques Nunes para ser o 1º Coordenador Nacional das CCA’s.

Com o Manual pronto e aprovado, começam os Encontros Nacionais:

I Encontro Nacional da CCA em Belo Horizonte.

II Encontro Nacional da CCA em Brasília.

III Encontro Nacional da CCA em Belo Horizonte.

VI Encontro Nacional da CCA em Jundiaí.

V Encontro Nacional da CCA em Natal.

Gestão do Cfd. Nelson Antônio de Souza de 2005 a 2009

Coordenador da CCA Cfd Júlio Cesar Marques de Lima tem o compromisso de levar a normatização da CCA para a Regra.





Por esta razão, na Regra edição 2007, a CCA surge regulamentada à página 130, Seção II, Artigo de 74 a 77.

Isto quase não aconteceu, pois na última revisão de texto, verificou-se que tinham esquecido de colocar os artigos referentes a CCA. Alertado pelo Cfd. Jacques, o Cfd. Hélio Pinheiro providenciou a correção antes de levar para o plenário.

O Cfd. Júlio Cesar, traçou como metas para seu período à frente da CCA nacional: pelo menos 1 CCA em cada Conselho Particular; Formação de Coordenadores e Orientadores; completar processo de reconhecimento da CCA na Regra.

Cria um Modelo para trabalho com as crianças e adolescentes que, basicamente, era constituído de 3 etapas: Recrutar; Formar; Entregar.

Como curiosidade, em 2009 o Conselho Geral convida o Cfd. Júlio Cesar para participar de uma Assembleia Internacional e contar a experiência brasileira.

Depois, o Manual da CCA foi traduzido para o espanhol e levado para outros países da América do Sul. Como parte desta articulação com o Conselho Geral, conseguiu-se que a CCA fosse reconhecida pelo CGI, e assim, na gestão do Cfd. Torremocha (José Ramón Diaz-Torremocha) (1999 a 2010), foi autorizada a emissão de Carta de Agregação para Conferência de Criança e Adolescente. A notícia foi dada no Encontro Nacional em Natal/RN que, inclusive, contou com a presença da Presidente do Conselho Nacional da Nicarágua.

Foram produzidas as revistinhas da Turma do Vicente para as crianças 1, 2 e 3. 







Gestão da Csc. Emília Fernandes Figueiró Jerônimo de 2013 a 2017

Na posse da Csc. Emília Fernandes Figueiró Jerônimo no Rio de Janeiro, como nova presidente do CNB, foram entregues as 10 primeiras Cartas de Agregação para as CCA’s do Brasil. Porém o texto da Carta continha um erro, pois intitulava a CCA como “Grupo”. Depois de muitas explicações sobre o modelo brasileiro, este texto nas próximas Cartas foi corrigido para “Conferência”.







Em 2010, na gestão do Cfd. Michael Thio (2010 a 2016) como presidente do CGI, na Assembleia Internacional em Dublin, o CGI apresenta o modelo brasileiro de CCA e recomenda sua criação em todos os países.

Foi confeccionado a Turma do Vicente: os bonecos mais fofos da SSVP.

Não são só as crianças que se renderam ao charme dos bonecos da Turma do Vicente. Muitos adultos também voltaram à infância e garantiram seus exemplares. Realmente, é difícil resistir à fofice dos três personagens: Fred, Vicente e Mariana.




Em 2016 iniciou a 1ª edição Concurso Pintando a fraternidade

O convite direcionado às Conferências de Crianças e Adolescentes (CCA's) para retratar por meio de desenhos a Campanha da Fraternidade de 2016 foi um sucesso. O concurso teve 805 inscrições.





As crianças e adolescentes participantes fizeram desenhos sobre o tema ‘Caso comum, nossa responsabilidade’, e o lema: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5, 24). Também enfatizaram o ano temático adotado pelo Conselho Nacional do Brasil, que é ‘Um olhar de caridade’.

Vencedores da categoria A (6 a 11 anos)

– 1º Lugar:  Alice Kelle de Souza Campos, da área do CM de Caratinga/MG – 2º Lugar: Marcela Beatriz Parinchele, área do CM de São Carlos (SP) – 3º Lugar: Kamila Yuriko Kanbara, área do CM de São Paulo (SP)

Vencedores da categoria B (12 a 15 anos)

– 1º Lugar: Ana Flávia de Oliveira, da área do Conselho Metropolitano de São José dos Campos/SP, feito por Ana Flávia de Oliveira, CM São José dos Campos/SP. – 2º Lugar: Hamilton Faria do Carmo, área do CM de São José dos Campos (SP) – 3º Lugar: Patrícia Lípia, área do Conselho Metropolitano de Patos de Minas (MG).

Em 2017 realizou o X Encontro Nacional para Coordenadores de CCAs da SSVP.



Bons frutos! Assim poderíamos definir o resultado o X Encontro Nacional para CCA da SSVP, ocorrido entre 17 e 19 de fevereiro de 2017, na Casa de Retiros da Comunidade Obra de Maria, em Recife (PE).

Cerca de 85 pessoas, representantes de 31 Conselhos Metropolitanos da SSVP, em sua maioria coordenadores de Conferências de Crianças e Adolescentes (CCAs), estiveram presentes para refletir sobre o tema: “semear, plantar e colher”.

As palestras de formação foram realizadas pela Consócia Andreza Bersi, coordenadora nacional de CCAs, pelo padre Alexandre Nahass, assessor espiritual do Conselho Nacional do Brasil da SSVP, pela Consócia Emília Fernandes Figueiró Jerônimo, presidente nacional da SSVP e pelo confrade Willian Alves, responsável internacional da SSVP para Juventude, Crianças e Adolescentes.



Foi lançada também a Apostila da CCA para o tema “Contra as pobrezas, agir juntos”. A ideia, segundo a Consócia Andreza, é que o material possa chegar a cada orientador e que também seja transformado em revistinha para que os membros de CCAs possam ler e aprender melhor sobre o assunto. Os participantes também aprenderam formatos de gincanas e dinâmicas que poderão ser usados nas bases.

A ideia é que as novidades sejam repassadas em todos os Conselhos Metropolitanos até atingir as CCAs. Na festa de confraternização, muita música pernambucana, especialmente o frevo. Os participantes vestiram fantasias infantis e degustaram comidas típicas de todo o Brasil, levadas pelos CMs.



Momento de espiritualidade no X Encontro Nacional para Coordenadores de CCAs: Em um deles foi representada a Santíssima Trindade que acolhe um pobre. Essa mesma imagem, aliás, está representada na camiseta oficial da Romaria dos Vicentinos a Aparecida.

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