Os milhares de participantes da Via-sacra ao Morro do Cruzeiro, na manhã deste sábado (24), não só reviveram o caminho do calvário de Cristo até a ressurreição, como também puderam refletir sobre todas as situações que oprimem e causam sofrimento nas vidas dos Pobres. A cada Estação, além de encenações sobre a paixão de Cristo, os dramas contemporâneos também eram apresentados pelos narradores. Dentre eles: a violência, a falta de moradia, as drogas, falta de políticas públicas, o preconceito, a fome, o abandono de idosos, o feminicídio, o trabalho escravo, a falta de saúde e a situação dos refugiados.

A Via-sacra abre oficialmente as atividades da 48ª Romaria Nacional dos Vicentinos ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. E o evento vicentino começou muito bem.

A motivação para aquela multidão participar da Via-sacra, além de uma oportunidade de reviver a história de Cristo justamente no sábado antes do Domingo de Ramos, também baseia-se no fato de estar ao lado de outros irmãos vicentinos do país todo, rezando pelos Pobres assistidos pela Sociedade de São Vicente de Paulo.

O que acontece no Morro do Cruzeiro todos os anos é uma Via-sacra totalmente vicentina. As Estações são relacionadas com os sofrimentos dos Pobres e, a cada uma delas, há frases de motivação do confrade Antonio Frederico Ozanam (principal fundador da SSVP) e de São Vicente de Paulo (patrono de todas as Obras de Caridade). Se você deseja conhecer o roteiro rezado pelos vicentinos hoje, CLIQUE AQUI.

EMOÇÃO

Do alto do Morro do Cruzeiro era possível observar uma cena linda: as curvas que formam o caminho da via-sacra ficaram tomadas por uma multidão de vicentinos. É graças à participação efetiva de todos que o evento acontece. “É emocionante observar a devoção e o entusiasmo de nossos confrades e consócias de estarem aqui conosco”, comemora o confrade Cristian Reis da Luz, presidente nacional da SSVP.

CONVITE À CARIDADE

Todo o roteiro da Via-sacra Vicentina foi preparado pelo padre Alexandre Nahass Franco (Congregação da Missão-CM), assessor Espiritual do CNB. Depois de subirem a uma altitude de 685 metros, na última Estação, os confrades e as consócias celebraram a ressurreição de Cristo e foram convidados a ser bons samaritanos. “Cristo ressuscitou, venceu o pecado e a morte. A palavra definitiva de Deus é a vida no amor e na doação. A ressurreição é a concretização definitiva do reino de Deus na pessoa de Jesus, reino de vida, de justiça e de bondade. A quem crê na ressurreição não é mais permitido viver triste, fechado no egoísmo, na passividade e na desesperança”, conclamou o padre Alexandre.

E ainda no alto do morro, os vicentinos encerraram a Via-sacra, rezando juntos: “Queremos, Senhor, viver a ressurreição, fazendo crescer e triunfar em nós e no mundo a vida digna, justa e solidária para todos, buscando sempre na ‘Rede de Caridade: Servir Nossos Mestres e Senhores!”’

FONTE: REDAÇÃO DO SSVPBRASIL

 

 

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