Amanhã, 15 de novembro, os brasileiros são novamente chamados às urnas, desta vez para escolher prefeitos e vereadores. É um momento de júbilo para a nossa tão incipiente democracia, padecente de bons candidatos, boas propostas e boas perspectivas.
Mas, como cristãos, não podemos perder as esperanças de que as coisas irão melhorar, com fé. É verdade que a classe política vem destruindo a relação salutar que deveria haver entre cidadão e democracia, mas apesar de tudo, ainda há luz no fim do túnel. Temos que nos envolver para poder qualificar a política.
Precisamos saber eleger bem. Saber escolher as melhores pessoas dentre os que apresentam como candidatos a prefeito e a vereador. Precisamos conhecer a vida dessas pessoas, as plataformas de trabalho, as origens delas e, principalmente, o que elas pretendem fazer para exercer a função pública de forma exemplar, com dignidade, honestidade, eficiência e qualidade. Pode até não ser fácil encontrar as pessoas certas, mas temos que tentar. Há muita gente boa que sempre se candidata, mas que não consegue se eleger.
Graças a Deus, há muitos católicos – e até confrades e consócias – que se lançaram candidatos, em diversas cidades pelo Brasil. Eu, particularmente, fico muito feliz ao constatar que ainda há pessoas de bem que querem doar seu tempo e suas ideias para a causa do bem comum. Foi assim também com o bem-aventurado Antônio-Frederico Ozanam, que em 1848 se candidatou a deputado federal na França e obteve uma expressiva votação (18.000 votos), mas lamentavelmente insuficiente para conseguir uma cadeira no Parlamento.
Ozanam fez a parte dele: colocou-se à disposição. Ele – segundo a literatura – não queria participar do pleito, mas foi estimulado pelos amigos que sabiam da seriedade, da cultura e das propostas de Ozanam (já consolidadas nos livros, artigos e escritos dele) sobre os direitos sociais, sobre o trabalho e a defesa da vida. Que grande deputado Ozanam teria sido se tivesse sido eleito! Na verdade, ele mesmo se arrependeu de ter entrado na disputa tão tardiamente, e de não ter tido tempo para visitar todas as comarcas e bairros da região de Lyon, durante a campanha.
Este ano, as eleições brasileiras caem na mesma data do DIA MUNDIAL DOS POBRES, definido pelo papa Francisco como um momento de reflexão a respeito da maneira como a humanidade trata os irmãos necessitados (aqui em acepção ampla: carência material, espiritual, moral, etc). O que o DIA MUNDIAL DOS POBRES tem a ver com o processo eleitoral para a escolha de prefeitos e de vereadores? Tudo a ver!
Na reflexão papal, somos convidados a encontrar formas de reduzir as desigualdades sociais, a miséria e a exclusão dos vulneráveis. Somos convidados a buscar formas de ajuda aos que sofrem, tanto no aspecto do emprego, quanto na questão da educação e saúde. Em outras palavras, essa data da Igreja é um convite a que encontremos, dentro da sociedade civil, as respostas e soluções para as mazelas sociais. Portanto, eleger bons governantes é o primeiro passo para termos uma sociedade mais justa, mais fraterna e menos desigual. Um político pode fazer coisas grandiosas, positivamente falando, se ele quiser.
O que as pessoas precisam é de emprego. Com emprego, nossos assistidos deixam de ser assistidos. Com emprego, as famílias podem voltar a consumir. Com salário digno, nossas famílias socorridas terão melhores condições de oferecer educação e saúde para seus filhos. Portanto, escolher mulheres e homens públicos é a primeira medida que podemos empreender para conquistar essas melhorias para todos. Vote bem, vote consciente! Escolha os melhores, e rezemos pelos políticos! Como dizia Francisco, “a política é a forma mais elevada de caridade”. Pense nisso.
Fonte: https://painelvicentino.com.br/
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