As Comissões de Jovens (CJs) existem dentro da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) para incentivar o protagonismo juvenil na instituição. Além de trabalharem pelo recrutamento, precisam estar atentas às questões que firam a dignidade da juventude; o extermínio de jovens negros é uma delas.
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Consócia Denise Ramos[/caption]
A coordenadora nacional de Jovens da SSVP, consócia Denise Ramos, pede que os vicentinos fiquem atentos e denunciem qualquer tipo de violência contra jovens negros no Brasil. “É preciso incentivar não só o debate de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial, mas, principalmente, propiciar uma avaliação crítica sobre nossa postura frente a um assunto que machuca, destrói e mata diariamente jovens de todo o país que são vítimas de preconceito”.
O tema em questão ganha ainda mais visibilidade agora em novembro, quando celebra-se o Mês da Consciência Negra. Ontem (7), a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha “Vidas Negras”. A iniciativa é ligada à Década Internacional de Afrodescendentes e visa sensibilizar a sociedade sobre a importância de políticas públicas de prevenção e enfrentamento da discriminação racional.
Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil do que um branco, conforme aponta o Mapa da Violência. Sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco mortos a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12%, entre os negros houve aumento de 18%.
Pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal mostra que 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. Esta indiferença faz com que Denise, novamente, cobre o envolvimento dos vicentinos. “Enquanto Sociedade de São Vicente de Paulo, precisamos nos atentar para as questões sociais e raciais e unir forças, lutando por um país mais justo, igual e acolhedor, onde todos tenham assegurado o direito à vida”.
Fonte: Redação do SSVPBRASIL
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