Vicentinos levam psicólogo para um bate-papo com moradores de Brumadinho (MG)

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Participantes do encontro em Brumadinho (MG)

Desde a tragédia envolvendo o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, no início deste ano, a Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) tem ficado atenta às necessidades do povo local. Não é comida o que eles precisam, mas afeto.

Diante de tamanha catástrofe, quando todos os moradores perderam um parente ou amigo, o clima de luto permanece e há uma imensa dificuldade em lidar com as perdas. O Departamento Missionário do Conselho Nacional do Brasil (CNB) já esteve no local visitando as famílias e as ações vicentinas continuam.

Ontem (2), aconteceu a pós-missão. As consócias Ada Ferreira e Neusa Gomes, respectivamente representante da SSVP no Conselho Nacional da Família Vicentina e segunda vice-presidente, levaram até Brumadinho o psicólogo Fernando Fernandes, especialista em Terapia do Luto.

Cerca de 40 pessoas participaram de um bate-papo na sede do Conselho Central de Brumadinho. De acordo com a consócia Ada Ferreira, o encontro serviu para confortar os participantes, bem como preparar os vicentinos. “Os confrades e consócias estão tendo dificuldades em fazer as visitas, porque não sabem o que falar para as famílias. Então, o Fernando os orientou sobre como viver esta fase e como ajudar a quem também passa pelo mesmo drama”.

Psicólogo Fernando Fernandes e consócia Ada Ferreira

Toda cidade de Brumadinho foi direta ou indiretamente atingida pela tragédia. Como forma de cuidar dos vicentinos locais, os membros da Conferência Santo Estevão Mártir, de Belo Horizonte, foram até a cidade preparar as refeições do dia para que os confrades e consócias do município não precisassem ter trabalhos.

VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

 Além de sofrer com a morte de um parente, a consócia Ada, que também é psicóloga, relata que a população de Brumadinho vem sendo vítima de violência emocional. “Uma pessoa chega e questiona à família o motivo dela ter aplicado o dinheiro da indenização em uma determinada coisa, sendo que ela deveria estar sofrendo pela morte do outro. Quem fala não consegue mensurar a violência que está praticando, mas está. Se eu apliquei o dinheiro comprando um carro ou fazendo uma viagem, isso não significa que estou menos sofrida”, observa.

 

Fonte: Redação do SSVPBRASIL

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