CEM DIAS DE GESTÃO: presidente responde às perguntas de internautas

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Confrade Cristian Reis da Luz

Sigamos, meus amigos e minhas amigasna Rede de caridade, servindo nossos Mestres e Senhores”. Com esta frase, o presidente confrade Cristian Reis da Luz encerrava o discurso de posse dele, por volta das 12h do dia 3 de setembro, no Santuário da Medalha Milagrosa (Rio de Janeiro-RJ). Já se passaram exatos cem dias. Nesse tempo, ele participou de muitas reuniões, encontros – inclusive, um no exterior – a formação com a diretoria empossada e a Plenária, em que os presidentes de Conselhos Metropolitanos tiveram voz e vez, podendo opinar sobre questões que serão levadas em conta para a elaboração do plano estratégico de gestão.

Há muito trabalho pela frente para a formação da sonhada ‘rede de caridade’, no entanto, voltando ao discurso de posse, ela só será concretizada com o comprometimento e os “cuidados de cada vicentino e vicentina brasileiros e também de todo o mundo”. E, para cuidar, é preciso estar próximo. Diante dessa premissa, Cristian tem se comprometido a trabalhar lado a lado dos confrades e consócias, sempre atento aos clamores e percepções deles. Mais uma forma de comprovar isso é o método que ele escolheu para avaliar os cem primeiros dias de gestão. Em vez de perguntas elaboradas pela equipe de comunicação da SSVP, o presidente preferiu que as mesmas fossem feitas pelos vicentinos brasileiros, que puderam enviar as questões por e-mail na semana passada. As melhores foram selecionadas e são respondidas a seguir:

Pergunta da consócia Kátia Filomeno Machado, membro da Conferência Nossa Senhora da Conceição, em Cláudio (MG).

Quais eram as expectativas e preocupações do confrade Cristian Reis antes da eleição do CNB? E quais são as expectativas e preocupações do confrade Cristian Reis hoje, cem dias após ser empossado presidente?

Resposta do presidente:

Consócia Kátia,

Antes da eleição, pude apresentar minhas propostas de trabalho e os sonhos para uma SSVP renovada e a serviço dos Pobres. Assim que fui eleito, quis escutar as bases por meio dos presidentes de Conselhos Metropolitanos, para saber o que gostariam do CNB, quais eram as expectativas etc. Após a posse, tivemos uma Plenária e, em uma atenta escuta, pudemos perceber o quanto precisamos fazer para melhor servir nossos Mestres e Senhores: planejamento estratégico, Projetos Sociais, formação, comunicação eficaz, renovação, atuação dos Departamentos ajudando a resolver questões que fortaleçam as bases e de fato façam a diferença na vida dos Pobres. Tenho uma equipe muito boa e que se dedica muito. Minha preocupação tem sido de ser fiel ao Regulamento e de ser um líder servidor, que sabe escutar e lidar com as situações que aparecem. Também espero que minha equipe, que começou com muito gás, continue assim durante os 4 anos. Que a dedicação de todos seja frutuosa para a SSVP e para os Pobres. Talvez, não colheremos os frutos, mas queremos deixar uma árvore bem enraizada nestes próximos anos.

Pergunta da consócia Beatriz Cristino Viana, membro da Conferência São Luís de Gonzaga, em Quixadá (CE).

Como todos os vicentinos do Brasil sabem, o confrade Cristian Reis recebeu há pouco tempo mais uma bênção de Deus: a chegada da segunda filha. Como pai, esposo, missionário e vicentino, o que diria aos confrades e consócias que têm medo de assumir um encargo na SSVP?

Resposta do presidente:

Consócia Beatriz,

Obrigado pela pergunta. Sempre me questionam como consigo fazer tanta coisa e digo que não sei. O fato é de que tenho o apoio de minha família e sou uma pessoa decentralizadora, ou seja, tenho uma equipe que designo e acompanho. Para todos que sentem medo de assumir encargos na SSVP, digo: não tenham medo, sejam corajosos, colaborem com a SSVP e com os Pobres. A SSVP investe tanto em nós e precisamos dar um retorno. Precisamos organizar nosso tempo e montar equipes que nos “suportem” e que possamos confiar, pois quando cada um faz sua parte, tudo fica mais fácil. Eu sempre tive que conciliar minha vida pessoal (família, amigos, trabalho e estudo) com as atividades da SSVP e digo que sempre foi possível; em mim não faltam coragem e perseverança para SERVIR. Se o medo aparecer, lembrem-se dos Pobres que lutam diariamente para sobreviver e não podemos ficar indiferentes a isso. Se podemos servir nossas Unidades, que façamos de coração aberto com o simples intuito de ter uma SSVP viva e atuante em favor de quem precisar.

Pergunta do confrade Gil Antônio Ferreira Júnior, membro da Conferência Santa Margarida Alacoque, em São Paulo (SP).

A promoção de um assistido sempre é motivo de alegria para a nossa Conferência e acredito que seja a essência do trabalho vicentino e da SSVP. Em geral, isso não é rápido e, às vezes, fazemos a assistência por um período maior do que foi previsto e sem conseguir o objetivo maior. Como o senhor vê esse ponto?

Resposta do presidente:

Estimado confrade Gil,

A visita domiciliar, sem dúvida alguma, é a essência do nosso trabalho, pois é por meio dela que temos a oportunidade de promover a justiça social e a evangelização dos Pobres. Entretanto, a promoção da pessoa ou família é uma proposta, visto que eles é quem serão os protagonistas desse processo. É recomendável que se deixe claro desde o momento do levantamento sócioeconômico a finalidade e o objetivo do nosso trabalho para que não se confunda com simples assistencialismo. Também é importante que a Conferência estabeleça junto à família prioridades a serem trabalhadas para a promoção e Evangelização da mesma.

Ressalto ainda que a Conferência deve estar sempre atenta e sensível sobre continuar ou não assistindo determinada família, avaliando a disposição do assistido nesse processo de Mudança de Estruturas. Finalizo, citando esta orientação por parte do confrade Emmanuel Baily:

“O fundamento, a essência de nossa obra, é a visita ao socorrido em seu domicilio; devemos vê-lo com seus farrapos, na desordem, na ruína de sua imprevidência, em seu desânimo. De tudo aquilo que observarmos, aproveitaremos para nós mesmos e para mais nos dedicarmos” (Circular de 01 de dezembro de 1842)

Pergunta da consócia Imaculada Conceição Neves, membro da Conferência Santo Antônio, em Arcos (MG).

Gostaria de saber se, durante esses primeiros cem dias de gestão, o senhor sentiu que alguma coisa precisa ser mudada para atrair mais vicentinos para a nossa querida SSVP?

Resposta do presidente:

Consócia Imaculada,

Todos os dias nossas ações devem ser voltadas para recrutar novos membros. Diante disso, estamos conhecendo e avaliando o que é preciso mudar para fortalecer cada dia mais nossa querida SSVP. Individualmente, penso que temos que analisar o que mais me encanta no trabalho vicentino e buscar meios de outras pessoas viverem esta minha experiência (exemplo: levando-a para uma visita).

Pergunta de Hermann Ribeiro, participante da Conferência São Pedro, em Taubaté (SP).  

Acontecerão plenárias para a discussão da atuação de casais em segunda união dentro da SSVP, de modo que estes possam, finalmente, ter a oportunidade de assumirem cargos?

Resposta do presidente:

Estimado Hermann,

Na nossa última Plenária ficou decidido sobre o estudo de alteração da nossa Regra, e acredito que, na oportunidade, este será um tema debatido. Enquanto não há a alteração do nosso Regulamento, prevalece o que está escrito.

Pergunta do confrade Antonio Novello, membro da Conferência Santa Inês, em Piracicaba (SP).

Existe a possibilidade de que os eventos vicentinos sejam transmitidos por videoconferências?

Resposta do presidente:

Confrade Antonio,

Hoje não temos condições que todos os eventos sejam transmitidos, mas com certeza, teremos a oportunidade de transmissão de alguns, como tem acontecido nos últimos anos.

Pergunta do confrade Pablo Ivair de Freitas, membro da Conferência São Miguel Arcanjo, em Lorena (SP).

Gostaria de saber quando teremos o prazer e a honra de receber a visita do Superior Geral da Congregação da Missão, padre Tomaž Mavrič em nosso país? Seria uma honra ter o sucessor de São Vicente de Paulo entre nós!

Resposta do presidente:

Confrade Pablo,

Padre Tomaž Mavrič com certeza virá ao Brasil durante seu mandato, mas ainda não tem uma data prevista em sua agenda.

Pergunta do confrade Belarmino Santos, membro da Conferência Santo Agostinho, em Dourados (MS).

Quando e como as Conferências terão acesso aos códigos delas para que possam preencher corretamente os mapas mensais?

Resposta do presidente:

Prezado confrade Belarmino,

Aconteceram alterações dos Códigos das Unidades Vicentinas para que sejam mais eficientes (por data de fundação). Muitos Conselhos Metropolitanos tiveram seus códigos alterados por causa disso e, consequentemente, das demais Unidades. Hoje há um grande desafio: que todas as Unidades estejam cadastradas no sistema do Conselho Nacional. Já faz algum tempo que temos solicitado aos CMs para verificarem se os cadastros existentes no sistema estão corretos e, caso não estejam, acertá-los, bem como cadastrar novas Unidades e todos os vicentinos. Somente depois do envolvimento de todos para a efetivação dos cadastros que teremos os números corretos. Precisamos que todas Unidades colaborem. Uma das ações acontecerá em janeiro, quando haverá uma formação para representantes dos CMs para que sejam facilitadores nos cadastros e há um cronograma a ser cumprido, sendo que até o final de 2018, queremos todas as Unidades e vicentinos cadastrados. Ou seja, esperamos que todos cumpram seus papéis para que possamos ter os códigos até o final de 2018.

Pergunta do confrade Antonio Frederico H. Nazareth, membro da Conferência Nossa Senhora das Graças, em Juiz de Fora (MG).

É possível que uma pessoa que tenha recebido algum grau da Ordem Sacramental, ou seja, os bispos, os sacerdotes e os diáconos, possa assumir cargo de direção na SSVP, ILPIs ou Obras Unidas? Ou apenas o cargo de orientador sem poder de decisão?

Resposta do presidente:

Confrade Antonio Frederico,

Uma pessoa portadora de uma ordem sacramental não pode assumir cargos de direção em qualquer Unidade Vicentina! Mesmo sendo ela um diácono, pois assim que recebe a ordem, ela perde a posição de leiga e se torna um membro do Clero.

Em nossa Regra, artigo 3º – Salvaguardada sua identidade leiga e sua autonomia administrativa, financeira e patrimonial própria, a SSVP desenvolverá seu trabalho em colaboração e em sintonia com a Igreja Católica Apostólica Romana e, tanto quanto possível, buscará junto a ela a designação de um sacerdote, um religioso ou religiosa, um diácono ou pessoa qualificada para o serviço de Assessor Espiritual.

O trabalho de uma pessoa de Ordem Sacerdotal está bem especificado nos parágrafos seguintes do artigo 3º:

  • 1º. Sempre que possível o Assessor Espiritual será nomeado pelo Presidente de cada Conferência ou Conselho, sem direito a voto, após indicação da Autoridade Eclesiástica competente.
  • 2º. O Assessor Espiritual, dentro de um espírito de fraternidade e em unidade com as lideranças vicentinas, terá a função de assessorar, de colaborar na animação da vida e ação da SSVP, ajudando-a a manter-se fiel e atualizada em sua vocação e espiritualidade vicentina, a promover a formação humana, religiosa e vicentina dos seus membros, orientando-os para uma ação em conformidade com os ensinamentos e orientações da Igreja Católica e a colaborar no aprofundamento e no discernimento das questões e decisões atinentes ao serviço vicentino desenvolvido pela SSVP.

Fonte: Redação do SSVPBRASIL

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