Papa Francisco sugere que cristãos visitem doentes; Vicentinos já praticam essa obra

Gesto, que já faz parte do cotidiano dos vicentinos, ganhou destaque esta semana em uma das catequeses do Sumo Pontífice.

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A consócia Jaqueline Rocha (de blusa branca e óculos) em visita à família de um doente.

O trabalho dos membros da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) é mais conhecido pela doação de alimentos a famílias Pobres a assistência prestada a idosos asilados. Mas ele é bem mais amplo. Os confrades e consócias dedicam as vidas deles ao serviço da promoção da dignidade das pessoas, por meio de auxílio material e espiritual. Muitas vezes, a pobreza que assola não é a de dinheiro; é a de atenção, afeto e carinho. Como acontece com as pessoas doentes que se encontram frágeis e, muitas vezes, sozinhas. Os vicentinos visitam semanalmente enfermos, levando-lhes palavras de motivação.

Esta semana, o gesto dos vicentinos de visitar doentes ganhou um reforço especial. O Papa Francisco, em uma catequese na Praça São Pedro, incentivou que os cristãos praticassem esta ação. “Quem está doente, muitas vezes se sente sozinho. Não podemos esconder que, sobretudo nos nossos dias, justamente na doença se faz a experiência mais profunda da solidão que atravessa grande parte da vida. Uma visita pode fazer a pessoa doente se sentir menos sozinha e um pouco de companhia é um ótimo remédio! Um sorriso, um carinho, um aperto de mão são gestos simples, mas tão importantes para quem sente estar abandonado em si mesmo”.

Francisco disse ainda que os hospitais são verdadeiras ‘catedrais de dor’, onde a caridade é a única que pode reconfortar o sofrimento do irmão doente. “Quantas pessoas se dedicam a visitar os doentes nos hospitais ou em suas casas! É uma obra de voluntariado inestimável. Quando é feita no nome do Senhor, então se torna também expressão eloquente e eficaz de misericórdia. Não deixemos as pessoas doentes sozinhas! Não impeçamos que encontrem alívio e que nós sejamos enriquecidos pela proximidade a quem sofre”.

A consócia Jaqueline Rocha é membro da Conferência São Tarcísio, na área do Conselho Metropolitano de Governador Valadares (MG). Na vida vicentina dela, visitou e visita muitos doentes. Atualmente, uma das famílias assistidas tem como matriarca uma portadora de câncer na mama e útero. Os vicentinos têm se desdobrado para comprar os alimentos específicos da alimentação dela (que são caros) e por ser uma presença evangelizadora na vida dela. “Nós definimos que, enquanto ela tiver forças para lutar, faremos o possível e o impossível para não deixar faltar o básico para a família. Nas visitas, a gente tenta levar uma palavra amiga. Focamos sempre na Providência Divina. Lembramos dela sempre nas nossas orações finais e pedimos a Deus para operar um milagre, pedindo as intercessões de São Vicente e Ozanam”.

Jaqueline acredita que ela também se beneficia quando visita uma pessoa doente. “Pessoalmente, o impacto deste tipo de visita é enorme. Esses dias mesmo, me peguei agradecendo a Deus pela oportunidade de enxergar, respirar, de poder me locomover… Enfim, são coisas feitas automaticamente, mas quando nos deparamos com pessoas em situação limitada, é impossível não demonstrarmos nossa gratidão”.

A consócia relata que percebe melhorias imediatas na saúde dos pacientes quando os membros da Conferência vão visitá-los. Na casa de um assistido muito debilitado, os confrades e consócias pediram que ele contasse casos antigos. Imediatamente, o semblante de dor e sofrimento se transformou em alegria ao relembrar de momentos felizes que passou. “Quando estamos doentes, é comum o círculo de amizade diminuir ou até mesmo da família se afastar, então, a SSVP preenche esse espaço não apenas com a presença, mas com um coração transbordando de amor. É por cenas assim que a gente se sente tão especial por fazer parte da SSVP”, diz Jaqueline.

Csc. Mariana, do Rio de Janeiro.
Csc. Mariana, do Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, a consócia Mariana Calegário também acredita que a visita pode mudar para muito melhor a vida de uma pessoa doente. “A visita a um doente é a oportunidade de encontrarmos tesouros intocáveis, por isso, vamos sair das nossas casas e ir ao encontro dos nossos amigos, vizinhos e desconhecidos doentes. Vamos, por meio deles, buscar o amor, a esperança e a vontade de viver que eles têm. E vamos levar a eles mais amor, mais esperança, mais vontade de viver e uma dose de alegria, que não custa nada”, aconselha.

Fonte: Redação do SSVPBRASIL

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