Da mesma forma que Frederico Ozanam, precisamos ser profetas de nossos tempos. Frederico Ozanam, nas suas mais variadas formas de atuação, procurou articular a verdadeira missão da Igreja entre os leigos de sua época. Numa segunda parte de sua vida fez duras críticas à inércia dos cristãos, sugerindo um maior empenho no crescimento da fé, no aprofundamento da doutrina cristã e na ação concreta para com os Pobres.

Sete meses antes de sua morte, Frederico Ozanam disse: “Estávamos, então, invadidos por um dilúvio de doutrinas filosóficas e heterodoxas que se agitavam em torno de nós, e sentíamos a necessidade de fortificar a nossa fé em meio aos assaltos que eram trazidos pelos sistemas da falsa ciência. Alguém entre nossos companheiros de estudo era materialista, outro saintsimoniano ou fourierista, algum outro deísta. E quando nos esforçávamos por lembrar a esses irmãos desgarrados as maravilhas do Cristianismo, eles nos respondiam: ‘Têm razão de falar do passado, mas hoje o Cristianismo está morto. E vocês, que se vangloriam de ser católicos, o que fazem? Onde estão as obras que demonstrem a sua fé e que podem fazer com que nós a respeitemos e aceitemos?’. Tinham razão e sua reprovação era até bastante merecida. Foi justamente então que nós dissemos: ‘Mãos à obra e que nossas ações estejam de acordo com nossa fé’. Mas o que fazer para sermos verdadeiramente católicos senão aquilo que mais agrada a Deus? Socorramos nosso próximo, como fez Jesus Cristo, e ponhamos nossa fé sob a proteção da caridade”.

Quais são os desafios para evangelizar hoje?

 

Padre Edson Friedrichsen (Congregação da Missão)

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