Em 1836, Ozanam enfrentara diretamente a questão social e envolveu maciçamente os sócios da Conferência em diversos níveis: seja fundando (em perspectiva de Teologia Espiritual) o compromisso caritativo, seja aprofundando teoricamente a questão social, em vista também de remover as causas das injustiças; seja ainda preparando-se pelo contato com a miséria real do pobre concreto, e não romanticamente idealizado.

Hoje a Igreja convida leigos e leigas a um novo ardor no seguimento de Jesus Cristo “para que estejam mais presentes na vida pública e na formação dos consensos necessários e na oposição contra as injustiças” (DA-508).

A fidelidade a Deus em nossa missão vicentina como leigos e leigas deve nos conduzir a anunciar um novo tempo em que o desejo que está no coração de Deus possa chegar à mente e aos corações de todos os cristãos. É assim que a justiça, chave para passar pela porta estreita, transforma a vida de nossa sociedade e a vida dos Pobres.

As Conferências de São Vicente de Paulo são as células que podem permear por todos os cantos, levando essa proposta de uma religião encarnada e comprometida no amor e na misericórdia para com aqueles que sofrem. Não deixemos que o seguimento de uma religião “light” nos leve a prostituir o projeto de Deus. A fidelidade ao projeto do Reino de Deus nos pede seguir seus valores e não os valores do antirreino.

Qual o envolvimento das Conferências hoje com a questão social?

 

Padre Edson Friedrichsen (Congregação da Missão)

Assessor Espiritual do Conselho Metropolitano de São Carlos

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