Consócia vence o câncer e agora ajuda outras mulheres a superarem a doença

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Csc. Netinha Rodrigues (arquivo pessoal)

O dia 12 de dezembro de 2002 não sai da memória da consócia Francisca Rodrigues Gonçalves, de 52 anos. Ela sentiu um ardor na mama direita. Procurou um médico e ouviu a fatídica confirmação: estava com câncer. A frase soou como uma sentença de morte. “Eu chorava muito e só pensava que não estaria viva para ver meus filhos crescerem”.

D. Netinha, como é popularmente conhecida, não sabia o quanto a Medicina está avançada e que já existem muitos tratamentos eficazes contra a doença. Passado o susto, ela descobriu isso. Fez a cirurgia, quimioterapia, radioterapia e está curada. Ela é um dos exemplos que mostram como o diagnóstico precoce é importante. E este é o propósito da Campanha Outubro Rosa: fazer com que as mulheres se cuidem, visitem o ginecologista regularmente e façam exames com frequência.

O Outubro Rosa é promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Várias ações são realizadas, entre palestras, passeatas e a iluminação de patrimônios públicos com a cor rosa, para alertando o público feminino a se cuidar não somente neste mês, como também no decorrer de todo o ano.

Netinha é membro da Conferência Santa Luzia, na área do Conselho Metropolitano de Brasília (DF). Hoje, ela dedica boa parte do tempo orientando as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce, principalmente entre as vicentinas que conhece e as assistidas que visita.

Também desenvolve um trabalho voluntário em um hospital de tratamento ao câncer em Brasília, onde vai periodicamente fazer maquiagens em mulheres. “Quando chego lá, elas estão tão fragilizadas que, cuidando um pouco da aparência delas, eu consigo perceber que a autoestima melhora e isso é muito importante para o tratamento”, relata a vicentina.

Dificuldades e superação

A ex-paciente de câncer revela que o mais difícil no tratamento é o medo da morte. “Eu não me importei em perder a mama ou os cabelos. Eu só queria viver”.

O tratamento foi cansativo e doloroso, principalmente durante a quimioterapia, mas apesar das dificuldades, ela disse que o momento lhe proporcionou aprendizados. “Eu me tornei uma pessoa muito melhor, com mais autoestima e disposição para a vida. A doença só fez aumentar a minha fé e a acreditar que para Deus nada é impossível”.

Netinha já fez a reconstrução da mama e hoje vive normalmente. “Só continuo me cuidando, como toda mulher deve fazer. Existe um mito de procurar o médico só quando aparece nódulo no seio. No meu caso, por exemplo, não tinha nenhum caroço e eu estava doente. Ir ao médico pelo menos uma vez por ano e fazer os exames de rotina é fundamental”.

O INCA tem um site com informações detalhadas sobre a campanha e, inclusive, ensina a fazer o auto-exame. Acesse: http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/outubro-rosa.asp

Fonte: Redação do SSVPBRASIL

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